Em si mesmo, dinheiro não traz
felicidade (Embora alguns digam que ele manda buscá-la😁).
O dinheiro é apenas um meio para se adquirir algo, suprir uma
necessidade. É o suprir da necessidade que traz a felicidade. Uma
vez suprida às necessidades, o sentimento de felicidade dá lugar ao
da satisfação.
Imagine um pai de família desemprego, vendo os dois filhos e a esposa passando fome. Situação que levaria qualquer um ao desespero. Imagine, agora, o sentimento desse pai ao conseguir um emprego de salário mínimo e levar a primeira compra para dentro de casa. É emoção de descer lágrimas dos olhos. O salário não é suficiente para comprar roupas novas ou melhorar a casa, mas a principal necessidade está suprida. Vamos dizer que numa escala de 0 a 10, seu nível se felicidade quase extrapola para o 11.
Imagine um pai de família desemprego, vendo os dois filhos e a esposa passando fome. Situação que levaria qualquer um ao desespero. Imagine, agora, o sentimento desse pai ao conseguir um emprego de salário mínimo e levar a primeira compra para dentro de casa. É emoção de descer lágrimas dos olhos. O salário não é suficiente para comprar roupas novas ou melhorar a casa, mas a principal necessidade está suprida. Vamos dizer que numa escala de 0 a 10, seu nível se felicidade quase extrapola para o 11.
Agora, vamos promover nosso herói e
dar-lhe um aumento para três salários mínimos. Com essa diferença
ele poderá comprar algumas roupas novas para os filhos e jogar as
calças jeans rasgadas fora (ou vendê-las, pois estranhamente
entraram na moda). Vê os filhos não mais com os pés no chão dará
ao bom pai um bom nível de felicidade, embora um pouco menor que o
primeiro. Digamos um nível 8.
Como esse bom pai é esforçado no
serviço, foi novamente promovido e passou a ganhar sete salários
mínimos. Agora, sim, ele poderá reformar a casa ou financiar a
compra de seu primeiro caro. Que nível de felicidade se pode colocar
na compra do primeiro carro?
Com o tempo, esforço e demonstrando
ser um funcionário de confiança, esse pai de família alcançou a
renda de vinte salários mínimos. Com esse aumento ele coloca os
filhos em escolas particulares e troca de carro pela segunda vez.
Qual o nível de felicidade ao trocar o carro pela segunda vez?
É de se esperar que com o aumento
de salário também haja um aumento da qualidade de vida. Mas na
prática, essa relação não é exatamente proporcional. A
manutenção da qualidade de vida alcançada depende da manutenção
do alto salário. E não se ganha um alto salário à toa. Não é
raro ele vir de um cargo de muita responsabilidade, que pode lhe
custar mais que oito horas de trabalho diário, além de ligações
fora de hora e reuniões até em finais de semana. E caso as metas
impostas ao cargo não forem alcançadas, corresse o risco de
perdê-lo para quem o consiga. E a perda do cargo significa uma
redução da qualidade de vida a qual a família já se acostumou.
Imagine dizer aos filhos que terão que voltar para a escola pública!
Será que tal nível de trabalho e preocupação corresponde ao
aumento de qualidade de vida que se esperava com o cargo?
Não, não estou querendo dizer que
ganhar muito dinheiro traz infelicidade. Como já dito, dinheiro é
apenas o meio de se alcançar um objetivo. E esse objetivo
normalmente implica em se ter uma boa qualidade de vida. Mas quando o
meio se torna o objetivo (ganhar dinheiro) e isto compromete a
qualidade de vida (tempo com a família, momentos de lazer e
descanso, aumento de estresse e diminuição da saúde em geral),
então algo precisa ser revisto. Não faz sentido ganhar dinheiro
para aumentar a qualidade de vida e perdê-la no processo.
Então não devemos almejar ganhar
muito dinheiro?
Sim, devemos. O problema não está
no dinheiro em si. O problema é não permitir que isso prejudique
sua qualidade de vida. Ou, no mínimo, tentar buscar um equilíbrio e
definir prioridades. Há pessoas que não se importam em pagar o
preço até mesmo de sua saúde se isso permitir que possa ver seus
filhos formados, sendo doutores.
Resumindo até aqui: o dinheiro pode
trazer felicidade até o ponto de cobrir as necessidades (comida,
roupas, abrigo, etc.). A partir daí há ganho de satisfação
(comida requintada, roupas de grife, carro novo, etc.). No momento em
que o aumento de renda implica em uma diminuição da qualidade de
vida, há um declínio na felicidade.
Em alguns casos, ganhar e acumular
dinheiro se torna tanto o objetivo que a qualidade de vida nem é
levado em conta. É o caso de um conhecido nosso que acumulou muitas
terras e era considerado por todos um homem rico. No entanto, vivia
em uma casa bem aquém do que poderia ter. É como alguém que ganha
R$100.000,00 por mês e vive como se ganhasse R$3.000,00. O
patrimônio acumulado só serviu para dividir a família, com os
filhos brigando por uma herança de pai vivo.
Então o que fazer?
Em nossa opinião, devesse priorizar
a qualidade de vida em todos os sentidos (saúde física e mental,
tempo de qualidade com a família, lazer...) e procurar aumentar a
renda a partir daí. Se o aumento de renda prejudicar a qualidade de
vida, esse deve ser bem pensado e pesado os prós e contras.
(Esse texto é parte integrante do livro Aprendendo Sobre Dinheiro).
Na próxima postagem, vamos falar um pouco sobre a sua saúde física e mental e o impacto delas em seu bolso.
DICA: Antes de aprender mais sobre dinheiro, que tal aprender sobre como aprender?
Clique e saiba mais em Aprendendo a Aprender
